sábado, 23 de novembro de 2019

Video : Pós-verdade e as consequências no mundo contemporâneo

Pós verdade e suas consequências no mundo contemporâneo.

                                 Pós verdade e suas consequências no mundo contemporâneo

                                                                                           Alunos  :  Aline Santos Freitas
                                                                                                           Cibele Santos de Jesus
                                                                                                           Daiane Santos de Souza
                                                                                                           Daniel Ivan de Araújo Lopes
                                                                                                           Marcos Henrique Jesus da Silva
                                                                                                           Rony Silva Santos
                                                                                                    Prof.Orientador: Yuri Oliveira
                                                                                     Colégio Estadual Professor Edilson Souto Freire
                                                                                                            23/11/2019
                                               

             Resumo

     O termo pós verdade é o fenômeno na qual a opinião pública reage mais a apelos emocionais do que a fatos objetivos . Segundo este conceito, a verdade dos fatos é colocada em segundo plano quando uma informação recorre ás crenças e emoções das massas , resultando em opiniões públicas manipuláveis .
                      A "pós - verdade" , foi eleito a palavra do ano em 2016 pelo dicionário de Oxford , onde foi definida como uma " ideia de que um fato concreto tem menos significância ou influência dos apelos à emoção e as crenças pessoais " . De acordo com o dicionário , o prefixo " pós" transmite a ideia de que a verdade ficou para trás . O fundamento pós-verdade foi retirado do conceito psicológico de viés cognitivo , onde explica a tendência natural do ser humano de julgar fatos com base na sua percepção. Sendo assim, quando essa tendência é explorado pelos meios de comunicação para fins midiáticos , econômicos ou políticos , nasce o fenômeno da pós verdade , no qual as massas "preferem" acreditar em determinadas informações que não foram ditas como verdade.

            Pós-verdade e as fake news ( consequências das noticias falsas)

      O conceito de pós verdade não se fica confuso com o conceito das noticias falsas ( as fake news) . As fake news , independentemente das suas motivações ,  são mentiras objetivas , ou seja , informações  ilegítimas  que não condizem com a realidade , formuladas para induzir  uma comoção sobre determinados assuntos . Sendo assim, é perfeitamente possível que as fake news deem origem à pós verdade . Nas eleições americanas de 2016, o candidato Donald Trump disseminou inúmeras informações e estatísticas não fundamentais para fortalecer sua campanha e atingir seus adversários. No mesmo ano, ocorreu o chamado Brexit , um referendo que decidiria se o Reino Unido permaneceria ou não na União Europeia .No decorrer desse processo , a campanha que defendia a saída do bloco , divulgou que permanência na União Europeia custava 470 milhões de dólares por semana ( informações que nunca foram comprovadas como verdadeira ) , afetando negativamente vários setores da economia .

                                  A era  da  Pós-verdade
         
      Os estudiosos acreditam que estamos vivendo atualmente na " era da pós-verdade" , na qual a verdade dos fatos não é mais prioridade para os meios de comunicação, nem para a sociedade . A "era da pós-verdade", é facilmente percebido na internet , onde as informações são repassadas de forma imediatista para um grande número de receptores , criando assim, em pouco tempo , uma "verdade fabricada" defendida por uma massa de indivíduos que acredita que aquela informação repassada é verdadeira .Os beneficiários da era pós-verdade nem sempre dispõem a fatos pelos quais atacam os seus adversários . Por isso, com frequências recorrem a aspectos secundários , que se transformam em relevantes . Os costumes pessoais , a vestimenta , o penteado , o caráter de uma pessoa em seu entorno particular , adquirem  valores cruciais na comunicação pública . Desse modo, a opinião e a subjetividade desses aspectos secundários se apresentam de forma noticiosa e objetiva . E , portanto, relevante.

     Palavras chaves : Pós verdade , notícias , internet, fake news .


 Introdução

     A pós-verdade é uma grande forma de expressão com o principal objetivo de chamar a atenção de um público , sendo atraída por informações visualmente chamativas através das redes sociais , chegando a ter grande impacto no mundo .  É por isso que muitos políticos têm utilizado essa técnica com o objetivo de obter apoio entre a população. Um dos recursos mais utilizados são os discursos populistas. Estes são discursos em que as massas são influenciadas com promessas impossíveis. Prometendo políticas “de gente para a gente” e soluções simples para todos os problemas.

 Desenvolvimento

    A pós-verdade é baseada em dicotomias. “Tudo é preto e branco”, “Se você não é um dos mocinhos, está com os bandidos”. Além disso, a pós-verdade promete um futuro esperançoso. Essas características da pós-verdade irão torná-la atrativa, especialmente para certas pessoas. Especificamente, para as pessoas que se sentem confusas, desorientadas e inseguras.No entanto, embora o uso da Internet tenha aumentado o uso das fake news, ela também nos proporciona recursos para reconhecê-las. Existem páginas especializadas onde estas falsas notícias são descobertas, e guias para saber como distinguir uma notícia falsa de uma real. Algumas dessas dicas são: veja quem é o autor (muitas notícias falsas não incluem o autor), verificar se as mesmas notícias aparecem em diferentes mídias e observe se uma ideologia clara é identificada ou, pelo contrário, apresenta diferentes pontos de vista.


  Considerações finais 

    Como visto, o fenômeno da pós-verdade é extremamente explorado no contexto político, sobretudo em campanhas eleitorais, nas quais é vantajoso para os candidatos divulgarem informações, ainda que falsas, para enaltecer sua imagem ou denegrir o adversário. Nessas situações, a opinião pública se torna ainda mais manipulável diante das inúmeras formas de propaganda eleitoral.
Assim, é comum que informações potencialmente falsas relacionadas ao tema se estabeleçam e se propaguem na sociedade como se fossem verdade, ainda que de forma passageira, tendo em vista que os beneficiados, muitas vezes, só precisam sustentá-las até o dia da eleição.
Logo, quando se trata de política, o senso crítico (capacidade de questionar e analisar informações de maneira objetiva) é ainda mais importante.







Vídeo: A disputa comercial entre China e o EUA
https://www.youtube.com/watch?v=Gd-LQJAOnCA

A disputa comercial entre China e o Estados Unidos




A disputa comercial entre China e os Estados Unidos



Carlos Eduardo

Henrique Guilherme

Juan Trindade

Luany Victória

Mayane Santos

Yuri Oliveira





RESUMO

Este artigo tem como objetivo a discussão sobre a disputa de poder comercial entre a China e os Estados Unidos, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, fez o primeiro anúncio de tarifas impostas sobre produtos chineses. Sendo feitas algumas tentativas de acordo, mas os rompimentos de tréguas com novos anúncios e ameaças de retaliações frustraram expectativas de solução. Recentemente, o comércio entre os dois países também passa por um grande desiquilíbrio. A globalização serve como uma importante justificativa para mudanças na política econômica e comercial dos EUA em relação à China.

Palavras-chaves: poder comercial, disputa, produtos chineses, economia.


INTRODUÇÃO

A escalada comercial entre os EUA e a China de um lado e as negociações que, mesmo enfraquecidas continuam, de outro, percorrem caminhos paralelos desde que há duas semanas as negociações, onde pareciam destinadas em direção a um acordo, começaram a colapsar. Trump acabou colocando em vigor o aumento que eleva de 10 a 25% as tarifas sobre os 200 bilhões de dólares de produtos chineses importados pelos Estados Unidos. É uma medida com a qual ele já havia ameaçado, mas que tinha deixado em suspenso após seu encontro com Xi Jinping na Argentina no contexto da última cúpula do G-20 em novembro de 2018. Trump agora ameaça impor o restante 300 bilhões de dólares de importações de origem chinesa com o que, se cumpridas, tarifariam o total de compras originadas no gigante asiático. Por sua vez, a China respondeu anunciando que aumentará as taxações vigentes de 10% para 20 ou 25% sobre produtos importados dos Estados Unidos no valor de 60 bilhões de dólares, que cobrem uma ampla gama, de alimentos a joias. No campo das tarifas comerciais, a China tem um poder de fogo significativamente menor porque suas importações dos Estados Unidos são muito menores do que suas exportações.
DESENVOLVIMENTO
Em 1785, um navio mercante vindo de Guangzhou, na China, atolou na costa de Baltimore, nos Estados Unidos. Três marinheiros chineses desembarcaram e desapareceram, possivelmente foram mortos. Em 1821, um navio que percorria o sentido contrário, vindo de Baltimore e ancorado em Guangzhou, provocou um incidente diplomático: as autoridades chinesas interromperam qualquer comércio com americanos até que fosse apresentado o culpado por assassinar uma vendedora chinesa que circulava entre as embarcações. Foi preciso que um membro da tripulação, um italiano chamado Francesco Terranova, fosse executado, para que o intercâmbio pudesse ser retomado. Em 1885, um grupo de moradores de Rock Springs, no estado de Wyoming, atacou mineradores chineses que viviam na região. Morreram 28 pessoas. A ação desencadeou, em dezenas de cidades, uma onda de agressões contra chineses que, desde 1849, com o início da febre do ouro na Califórnia, vinham desembarcando nos Estados Unidos até o fim da década de 1850, mais de 100 mil moradores do país asiático se mudariam para o oeste americano. Em 1905, os comerciantes e moradores de Xangai e Pequim iniciaram um boicote contra todo tipo de produto americano, alegando que eles feriam a autonomia dos chineses. Em 1922, o mesmo espírito nacionalista desencadeou um ataque em massa contra centros missionários ocidentais, a maioria deles fundados por religiosos americanos, que tinham começado a chegar ao país asiático quase um século antes, a partir de 1830. Essas histórias exemplificam o quanto a relação entre Estados Unidos e China é tensa, desde que tiveram início os primeiros contatos, na década de 1780. A atual guerra de tarifas, iniciada em 2018 e agravada nas últimas semanas, é apenas mais um momento de uma longa história de disputas por espaço. Os desentendimentos se explicam pela trajetória das duas nações: foi num momento de decadência da China que os Estados Unidos se impuseram como superpotência.
Mas os chineses ainda não podem ser considerados uma superpotência porque sua influência diplomática, militar e cultural fora da Ásia é relativamente pequena. O investimento vai fortalecer a influência da China, mas sua força militar ainda não é comparável à americana. Apesar de ter multiplicado o investimento na área, o país ainda tem poucos postos de apoio no exterior. Enquanto isso, os Estados Unidos sustentam 800 bases em 70 diferentes países e dispõem de orçamento de US$ 598 bilhões para as Forças Armadas, contra US$ 176 bilhões dos chineses.
Em 2017, as exportações dos EUA para China contabilizavam apenas US$ 130,37 bilhões de dólares, enquanto as importações de produtos chineses somavam US$ 505,6 bilhões, causando um deficit de US$ 375,23 bilhões para os EUA, o que desagradou profundamente Trump e líderes do governo. A taxa de crescimento potencial dos EUA caiu substancialmente no século 21 após um declínio gradual nas décadas anteriores. A queda na taxa de crescimento econômico dos EUA veio acompanhada de aumento de desigualdade, conflitos étnicos, problemas migratórios e recessão estrutural nos chamados “cinturões da ferrugem”. O governo dos EUA está sob pressão para adotar medidas para reverter essa tendência de enfraquecimento do crescimento econômico. Como a desaceleração do crescimento estadunidense ocorreu em um período onde houve aumento da globalização e cada vez mais dependência econômica com outros países, particularmente com a China, fatores externos podem ser comumente vistos como as principais causas desses problemas. Junto com o rápido crescimento econômico da China (e de outros países emergentes), a globalização serve como uma importante justificativa para mudanças na política econômica e comercial dos EUA em relação à China.
Não somente, os EUA têm amplas críticas ao sistema econômico chinês e considera suas práticas desleais à competitividade internacional, argumentando que a China não respeita as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), danificando o sistema global de comércio e o prejudicando o crescimento de novas indústrias nos EUA e na Europa. O cenário institucional específico da economia chinesa pode ser facilmente interpretado como um dos principais fatores que causam o desequilíbrio comercial e outros problemas enfrentados pela economia dos EUA. A China tem como exemplo uma politica industrial adotada que é criticada é o projeto Made in China 2025, que promoveria o desenvolvimento da indústria de alta tecnologia chinesa e restringindo investimento direto de empresas estrangeiras e suas tecnologias, serviços e produtos, segundo o governo dos EUA. Na visão americana o objetivo chinês é retirar de cena os “líderes industriais globais”, particularmente as empresas americanas. Dessa forma a China poderia alcançar a dominância do mercado global. Em janeiro de 2016, em uma reunião com o conselho editorial do jornal The New York Times, Trump afirmou que taxaria as importações chinesas para os EUA em 45 por cento. Após ser eleito, fez a promessa em colocar os Estados Unidos em primeiro lugar e renegociar acordos bilaterais de comércio justos que tragam empregos e a indústria de volta para a América, se mostrando particularmente preocupado com as relações econômicas entre China e Estados Unidos. Porém, além de não implementar essas medidas imediatamente após assumir a presidência, a liberação de relatórios em 2017 por parte do escritório do representante de comércio dos Estados Unidos, relatando uma “nova abordagem” para a política de comércio estadunidense, sinalizou uma mudança na direção da política comercial dos Estados Unidos, colocando a China como o alvo mais importante. O presidente chinês realizou uma visita ao presidente americano Trump no início de 2017, e foi anunciado o início de um período de negociações que duraria 100 dias sob uma nova plataforma de diálogo, com o objetivo de reduzir o desequilíbrio do comércio bilateral. Esse período de diálogos marcou um momento de estabilidade e cooperação entre os países.
Em 22 de março de 2018, Trump assinou um memorando anunciando os resultados da investigação da Seção 301 sobre a China e instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) a aplicar tarifas de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Em um comunicado oficial, o presidente afirmou que as tarifas eram “uma resposta às práticas comerciais desleais da China ao longo dos anos”, incluindo o roubo de propriedade intelectual norte-americana. Em 2 de abril, o Ministério do Comércio da China, em retaliação, impôs tarifas sobre 128 produtos norte-americanos, incluindo sucatas de alumínio, aviões, automóveis, produtos suínos e soja (com tarifas de 25 por cento), além de frutas, nozes e tubos de aço (de 15 por cento) no valor total de US$ 3 bilhões.
O presidente americano negou que a disputa fosse uma guerra comercial,  sendo que o próprio declarou em uma das suas redes sociais em abril de 2018 que “a guerra foi perdida há muitos anos pelas pessoas tolas ou incompetentes que representavam os EUA”, acrescentando que “agora temos um deficit comercial de US$ 500 bilhões por ano, com roubo de propriedade intelectual de outros US$ 300 bilhões. Não podemos deixar isso continuar.”O secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, declarou que as tarifas chinesas planejadas representavam apenas 0,3 por cento do produto interno bruto norte-americano.
O final de 2018 e início de 2019 foi marcado por progresso nas negociações. Em dezembro Xi Jinping e Trump anunciam que engajarão em negociações intensivas por 90 dias. Em fevereiro Trump divulga que o aumento de tarifas seria suspendido devido a evoluções nas negociações. Porém em maio de 2019 a administração Trump anunciou formalmente sua intenção de aumentar as tarifas em US$ 200 bilhões de importações chinesas de 10% para 25% a partir de 10 de maio. Anteriormente, a Reuters tinha informado que a China recuou em quase todos os aspectos de um possível pacto comercial em negociação entre EUA e China. Após o aumento das tarifas de importação de 10% para 25%, autorizado por Trump, sobre os produtos chineses, em maio de 2019, os próprios americanos observaram que as tarifas maiores aumentaram o custo de vida nos EUA devido à alta demanda dos produtos provenientes da China. Ratificando essa consequência, a multinacional americana Walmart afirmou que essas novas tarifas de importação levariam a preços mais altos em uma ampla variedade de bens de consumo. Grupos de comércio varejista alertam que preços mais altos serão a norma, já que a China forneceu cerca de 41% de todo o vestuário, 72% de todo calçado e 84% de todos os artigos de viagem importados para os Estados Unidos em 2017.
As tarifas de Trump também sobrecarregam os produtores americanos, aumentando o custo de insumos e suprimentos da China. A maior parte da importação dos EUA em relação à China é originada dos bens intermediários e equipamentos de capital, tais produtos são primordiais para fábricas e oficinas americanas. Sendo assim, a elevação dos custos desses suprimentos acaba prejudicando a competitividade das próprias empresas americanas, reduzindo as vendas tanto no mercado interno como externo. Nesse sentido, além desses desdobramentos para os americanos, a Guerra Comercial também gerou algumas consequências para a China. Considerando as ambições chinesas, principalmente em relação à sua expansão global, com a “Belt and Road Initiative”, as restrições orçamentárias da China como resultado da Guerra Comercial podem forçar os líderes chineses a repensar se os projetos de cinturão e estradas estão indo além do projeto original.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com a guerra comercial entre China e EUA, acabou ocasionando o aumento de impostos em produtos transportados para os EUA, aumentando o custo de vida tanto para os americanos, quanto para os chineses. A guerra também gerou algumas consequências para a China. Considerando as ambições chinesas, principalmente em relação à sua expansão global, com a “Belt and Road Initiative”,e afetando também a multinacional chinesa, a Huawei. Uma das estratégias americanas na Guerra Comercial foi justamente decisão tomada por Trump em relação à inclusão da Huawei na lista de empresas proibidas de comprar de fornecedores americanos.



REFERÊNCIAS

CORDEIRO, Tiago. A longa história por trás da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Disponível em: <https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/a-longa-historia-por-tras-da-guerra-comercial-entre-estados-unidos-e-china/ > Acesso em: 19 outubro de 2019.
CAUTI, Carlo.  Entenda a guerra comercial entre EUA – China em 5 pontos. Disponível em: <
TREVIZAN, Karina. Guerra comercial: entenda as tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial. Disponível em: <https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/08/16/guerra-comercial-entenda-a-piora-das-tensoes-entre-china-e-eua-e-as-incertezas-para-a-economia-mundial.ghtml> Acesso em: 19 outubro de 2019.
SEM AUTOR. Disputa comercial entre China e Estados Unidos em 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Disputa_comercial_entre_China_e_Estados_Unidos_em_2018 > Acesso em: 20 outubro de 2019.





quinta-feira, 26 de setembro de 2019


História do sabão, propriedades químicas e como é produzido o sabão caseiro.

Daniel Ivan de Araújo Lopes¹; Iago da Silva Braga¹; Pedro Henrique Nascimento¹
¹ Estudante do ensino médio, Ensino estadual baiano, CEPESF.
RESUMO
Este artigo é uma produção desenvolvida para a terceira unidade do terceiro ano do ensino médio. Todos os dados aqui apresentados foram buscados em artigos disponíveis na internet e seus respectivos endereços estão nas referências bibliográficas. O intuito desse trabalho é acima de todos o de criar uma visão mais apurada das simples ações do cotidiano, como o ato de lavar louça utilizando sabão caseiro produzido com óleo reutilizado. Os dados que estão em “métodos e matérias” foram colhidos em um encontro no dia 31 de agosto de 2019 e nele algumas mulheres da região metropolitana de Salvador produziram sabões para que os alunos do Colégio Estadual Edilson Souto Freie pudessem coletar informações para este e para que também pudessem fazer uso do mesmo no seu cotidiano.
1. INTRODUÇÂO

       Diariamente utilizamos sabões para a higienização do nosso corpo, roupas, utensílios etc. Desse modo, faz-se necessária a compreensão do que vem a ser o mesmo. O que fez com que as pessoas passassem a utilizar esse produto, qual foi o contexto e como se deu? Como funciona efetivamente o sabão a nível de reações químicas? Somente o que faz muita espuma é o melhor? E como se é possível produzir barras de sabão? Essas serão as perguntas das quais a resposta estará no decorrer deste.
       Uma antiga lenda romana pode ter a chave para a explicação do que foi o primeiro contato do homem com um detergente como meio de higienização. Diz-se que em um lugar denominado Monte Sapo, onde aconteciam sacrifícios de animais em pilhas crematórias, teve origem o sabão. Após chuvas o sebo derretido misturado as cinzas da cremação eram levadas até as margens do Rio Tigre, onde mulheres iam para lavar suas roupas. Ocorreu que essas mulheres acabaram percebendo que o barro das margens, que por sua vez era uma espécie de sabão grosseiro, acabava por limpar mais facilmente as roupas, as deixando mais limpas.
       Por sua vez, existem outras explicações, como a de que o sabão foi descoberto ainda na pré-história, quando o homem após ter começado a dominar o fogo e usado para assar a carne, percebeu que a mistura de gordura, que no ato de assar consequentemente caia nas cinzas, quando era molhada pela água da chuva produzia um coalho branco. Ocasionalmente um desses ancestrais pode ter utilizado para estancar alguma ferida e percebeu que a mesma tinha propriedades medicinais. Ademais, Gaius Plinius Secundus, em seu livro 18, intitulado “História Natural”, relatou que cerca de 600 anos a.C., os fenícios possuíam uma técnica de produção de um material pastoso parecido com sabão obtido da fervura da gordura de cabra com água e cinza de madeira e utilizavam a mesma para limpar o corpo. Ele chega a relatar que o médio Galena (130-200 d.C.), utilizava um produto semelhante como medicamento para a remoção de sujeira corporal e tecidos mortos da pele.
       Desse modo, qual é o processo que químico que está relacionado com essas ocorrências? Os triglicerídeos que compõem os óleos e as gorduras são formados por duas estruturas básicas: uma base de glicerol e um radical de ácido graxo. Ácidos graxos são moléculas longas, sempre tendo mais de 12 carbonos. Outro reagem nessa reação é a soda caustica. Para que isso ocorra precisamos de um meio bastante alcalino.

2. DESENVOLTIMENTO

       A primeira coisa que acontece para a saponificação é a dissolução iônica da soda caustica na água que se separa nos íons sódio mais (Na+) e hidroxila menos (-OH). Em seguida, ao adicionar os triglicerídeos os mesmos sofrem hidrólise e separa-se nos radicais de ácidos graxos a na base de glicerina. Pelo fato de o oxigênio ter saído de uma ligação covalente com o carbono, ele fica com sete elétrons ao invés dos oito que necessita e está com carga negativa. A necessidade de um elétron e de carga estabilizar sua carga faz com que ele atraia o íon Na+, que por sua vez possui carga positiva e precisa de fazer uma ligação. O radical do ácido graxo de junta com o cátion de sódio e forma um sal de ácido orgânico, o sabão. Enquanto isso, os carbonos da base de glicerol e os íons hidroxila menos também precisam de um elétron e acabam formando uma ligação covalente restaurando o álcool glicerol.  Dessa forma, temos o resultado dos produtos: três sais de ácido graxo e uma molécula de glicerol.
       Para fabricar o sabão são necessários os seguintes ingredientes: 500ml de água, 250g de soda cáustica, 1L de óleo de cozinha que seja remanescente de frituras e tenha sido coado, detergente, sabão em pó, uma ripa para mexer a mistura e sal cáustico. Coloque a soda cáustica e acrescente água quente em um recipiente (antes de começar a ferver, desligue a água e já coloque junto com a soda) e depois mexa com uma ripa a mistura levemente mantendo uma distância segura até que toda a soda derreta. Em seguida acrescente o óleo de cozinha usado, já coado e continue mexendo por cerca de meia hora até que fique bem homogêneo e um caldo mais grosso. Ingrediente adicional: detergente e sabão em pó para deixar um aroma mais agradável. Coloque os ingredientes adicionais quando a mistura tiver um pouco mais homogênea. Após isso forre a forma com um pedaço de sacola plástica para facilitar na retirada do sabão após sua solidificação, que dura cerca de um dia.
       Percebe-se nesse ato a presença de algo muito importante para as sociedades atualmente. Uma política muito pertinente se mostra, a política dos 5R’s, que visa a reutilização, o reaproveitamento, reciclar, repensar e o recusar de práticas insustentáveis. Quando reutilizamos o óleo de fritura estamos fazendo de algo já usado algo novo e útil, e o simples fato de pensar uma nova forma de utilizar sabão sem que haja muita agressão ao meio ambiente exigiu um repensar. Quando nos recusamos a jogar o óleo das frituras na pia e os armazenamos em garrafas PET, também se está praticando a política dos 5R’s e não deixa de ser uma reciclagem por conta da utilização de garrafas plásticas que viriam ser descartadas. Quando deixamos de comprar produtos de limpeza reduzimos não só o gasto, mas também a utilização de embalagens.


3. CONCLUÃO

      Não existe formas fáceis de se fazer coisas grandes acontecerem. O planeta terra em toda a sua extensão é quase inimaginável, mas mesmo assim está sendo completamente atingido por conta de ações antrópicas irresponsáveis e impensadas. Os seguintes séculos serão de grande miséria e desigualdade caso as ações humanas não deixem de ser de cunho egoísta e passem a ser totalmente repensadas para que o planeta venha se restabelecer. No entanto, para que isso ocorra os governos precisam parar de procurar por formas capitalistas de se alcançar resultados plausíveis. Assim como disse o falecido economista, Eduardo Campos, na seguinte frase:

         “O conceito de sustentabilidade não é ter uma caixinha no Governo que cuide de sustentabilidade. É ter sustentabilidade em tudo o que o Governo faz.” (Eduardo Campos)

       Indubitavelmente os governos precisam pensar no amanhã e no hoje como algo único. Não possuímos exemplos na história de algo tão grande como o que está acontecendo agora e o que está por vir caso os danos ao planeta não sejam drasticamente reduzidos no menor espaço de tempo é sem escala. Talvez não consigamos fazer da terra um planeta tão biologicamente diversificado e habitável quanto era antes dos danos causados, mas é possível que com o tempo o próprio planeta em toda a sua maestria que se eleva a sinfônica, passa a se reerguer.
       Mas o simples ato de fazer sabão caseiro pode contribuir para a retomada do equilíbrio que foi perdido ao longo do tempo. No entanto, precisa-se fazer muito mais para que consigamos ver resultados. Repense no máximo suas ações diárias e faça do seu lar um lugar mais agradável.

4. REFENRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Teles Moozer Souza de Oliveira. Investigando as condições de produção de sabão a partir de óleo usado em uma associação de mulheres da expansão do setor “o” da Ceilândia. Trabalho de conclusão de curso 2 – 2019 – Brasília, DF. Disponível em: http://bdm.unb.br/bitstream/10483/1730/1/2011_TelesMoozerSouzadeOliveira.pdf
Fulminato de Prata. Como Fazer Sabão – Reação de Saponificação. Vídeo do YouTube de 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uLp7Uyc1H6I
Paula Louredo. Educação Ambiental e os 5R’s.  Artigo do site Canal do Educador. Disponível em: https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/educacao-ambiental-os-5-rs.htm


sábado, 24 de agosto de 2019

Havana: aspectos físicos, sociais, econômicos e históricos de um país que permanece contra a doutrina econômica capitalista.

https://drive.google.com/file/d/1PqeatybR0cW-TZ1WBIsjvV7fRcJTlk6Y/view?fbclid=IwAR1PnBLkqsUNW2u28DsouzkvIbyJH9u1b_IU9dnriAoyGvxKLQVH-9oBkaA

Berlim- A divisão da Alemanha


Berlim- A divisão da Alemanha 

Daiane Santos de Souza¹

Evelyn Carolyne Cavalcante Oliveira

Fernanda Souza dos Santos

Marcos Henrique Jesus da Silva

Rony Silva Santos

Yasmin dos Santos Sacramento

Wagner Aragão²

Yuri Oliveira

RESUMO

Este artigo tem como objetivo a discussão sobre as consequências do mundo bipolarizado, os dois maiores blocos político-econômicos causaram uma série de mudanças no cenário mundial. A guerra fria foi marcada por disputas indiretas entre os blocos capitalista e socialista, que após o fim da segunda guerra mundial tornaram-se áreas de influências na Alemanha, causadora da segunda guerra mundial. O muro de Berlim foi o maior símbolo da guerra fria, essa barreira física dividiu a cidade, assim como o mundo, em distintas ideologias econômicas e políticas.

Palavras-chaves: político-econômicos, disputas, guerra fria, muro, áreas de influência.

Abstract: This article aims to discuss the consequences of the bipolar world, the two largest political-economic blocs caused a series of changes in the world scenario. The cold war was marked by indirect disputes between the capitalist and socialist blocs, which after the end of World War II became areas of influence in Germany, which caused World War II. The Berlin Wall was the greatest symbol of the Cold War, this physical barrier dividing the city, as well as the world, into distinct economic and political ideologies.
Keywords: political-economic, disputes, cold war, wall, areas of influence.

INTRODUÇÃO

Berlim, capital da Alemanha, a maior cidade do país. Segundo uma análise feita pelo Escritório Federal de Estatísticas Alemã em 2017, esse território possui 3,7 milhões de habitantes. Situada no continente Europeu, a cidade de Berlim apresenta uma posição de sétima colocada em maior contingente populacional urbano da União Europeia. Sua localização está em latitude de 52°31”27’ norte e longitude de 13°24”37’ leste, o fuso horário de Berlim, assim como em toda Alemanha, corresponde ao meridiano +1 de Greenwich. A capital alemã dispõe de uma área de 891,82 km, sua densidade populacional corresponde a 4.152hab./km². Berlim dispõe de uma baixa altitude, com amplas planícies. Uma vez que, sua vegetação é composta por arbustos e herbáceas (plantas de pequeno porte que crescem horizontalmente devido ao seu caule flexível) que resultante da sua topografia vivem em áreas alagadas. Como consequência do solo arenoso predominante nessa região, são encontradas diversas espécies de pinheiros e coníferas que fazem parte da subdivisão do reino plantae: gimnospermas. O rio Elba passa próximo ao território de Berlim e deságua no Mar do Norte, em virtude de localizar-se distante do mar, a cidade apresenta uma baixa amplitude térmica. Berlim detém um equilíbrio por não haver excesso de umidade, nem ao menos possuir a falta dela. De modo que, esse fator contribui para seu clima temperado/mesotérmico, com chuvas distribuídas ao longo do ano, e possível observação de todas as estações (sazonalidade). Essa região no nordeste da Alemanha possui cerca de 20 mil espécies de animais selvagens, nos parques da cidade é constante a presença de castores, guaxinins, javalis e raposas que são vistas atravessando as avenidas de Berlim. 

DESENVOLVIMENTO

Em 1945, com o fim da segunda guerra mundial e a vitória dos Aliados, as duas superpotências mundiais, Estados Unidos e União Soviética, respectivamente, capitalista e socialista, determinaram quais territórios estariam sob seus controles. A Europa foi dividida em zonas de influência político-econômicas, de maneira que, ao oeste do continente Europeu o domínio estaria sob controle dos norte-americanos, e as áreas ao leste estaria administrada pela União Soviética, essa divisão do território Europeu denominou-se cortina de ferro. Devido a derrota da Alemanha nazista, houve uma conferência para organizar o território alemão, na chamada conferência de Potsdam, foi criado o Plano Marshall onde seria oferecido auxílio econômico aos seus aliados no oeste Europeu para a reconstrução dos países destruídos pela segunda guerra mundial, regiões como França, Reino Unido e Inglaterra foram os mais beneficiados com a ajuda econômica que esse plano os ofereciam, o que expandiu a influência capitalista sobre a região do oeste europeu. Como resposta a esse plano para impedir seu avanço, a União Soviética juntamente com seus países-membros criaram a Comecon (Conselho para Assistência Econômica Mútua) que servia para instalar a economia socialista na Europa oriental, ajudando os países no pós-guerra. Posteriormente a Conferência de Potsdam, em 1946, o primeiro ministro inglês da época Winston Churchill declarou em seu discurso sobre o predomínio soviético na Europa oriental:

[...] Caiu sobre o continente europeu uma cortina de ferro. Atrás desta linha estão todas as capitais dos antigos Estados da Europa Central: Varsóvia; Berlim; Praga; Viena; Budapeste; Belgrado; Bucareste e Sófia. Essas famosas cidades e suas populações estão sob o que devo chamar de ‘esfera soviética’[...] (CHURCHILL, Winston, 5 de maio 1946. Núcleo de Estudos Contemporâneos, Universidade Federal Fluminense).

Ademais, na conferência decidiram os custos que a Alemanha iria pagar pelas atitudes realizadas durante o período da guerra. Durante a guerra fria, as diferenças políticas e ideológicas entre os dois blocos econômicos sucederam rivalidades entre ambos, apesar das tensões durante esse período não houve um conflito direto entre as duas superpotências em virtude da quantidade de armamentos nucleares que os dois países possuíam, caso fosse iniciada uma guerra, certamente causaria a extinção da humanidade. Sem o confronto diretamente, os Estados Unidos e a União Soviética alimentavam diversos conflitos em outros países, como a guerra no Vietnã que se estima em 3,8 milhões de mortos. Nessa época, foi criado a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pelo EUA juntamente com seus aliados que manteria a segurança militar entre os países capitalistas caso fosse iniciada uma guerra, por sua vez, a União Soviética em conjunto com os países do bloco socialista elabora o Pacto de Varsóvia para os assegurar militarmente. A Alemanha culpada pelo acontecimento da segunda guerra mundial, perde autoridade sobre o seu território, sendo dividido em zonas de ocupação entre os países vencedores da guerra, do lado ocidental era comandada pelos países capitalistas, Inglaterra, França e EUA baseado nas propriedades privadas e economia de mercado, e do lado oriental pela URSS socialista fundamentada na igualdade social. Berlim, a capital alemã, localizava-se no lado pertencente a União Soviética e dividiu-se em quatro regiões de administração.

Imagem 1- Divisão da Alemanha e da cidade de Berlim

Na parte ocidental estava o Estados Unidos, França e Inglaterra pertinentes ao bloco capitalista, na outra parte de Berlim, o lado oriental pertencia ao bloco socialista administrado pela União Soviética. Em 1948, no “bloqueio de Berlim” os soviéticos fecharam todas as estradas que levavam suprimentos da parte ocidental da Alemanha para a capital, a intenção era criar uma crise de abastecimento na Berlim ocidental para os norte-americanos cederem o auxílio econômico dado pelo plano Marshall, mas o Estados Unidos rejeitou o bloqueio terrestre iniciando a entrega dos suprimentos pelo transporte aéreo. Mediante dessa situação nenhum dos países demostravam interesse em iniciar um conflito devido ao estrago que essa batalha poderia causar em razão dos armamentos nucleares que ambos possuíam, uma vez que, nessa época acontecia a corrida armamentista, onde as duas nações, EUA e URSS, disputavam indiretamente quem havia mais armamentos (como bombas nucleares e mísseis lançados a longa distâncias para destruir territórios inimigos) e desenvolvimento tecnológico espacial, os soviéticos saíram adiantados na corrida espacial ao lançar o primeiro satélite artificial na órbita da terra, por sua vez, os estadunidenses enviaram o primeiro homem à lua, o momento foi transmitido ao vivo mundialmente para os canais de televisão. Logo após um determinado período, os soviéticos reabrem as vias de acesso à Berlim ocidental e declaram-se independentes com a criação da República Democrática Alemã (RDA) que era dirigida pela União Soviética, e possuía um regime socialista. Foi denominada de Alemanha Oriental por estar situada no lado oeste da cidade de Berlim, detendo 18 milhões de cidadãos, sua expansão territorial é de 108.333 km² e uma densidade demográfica de 169,7 hab./km2². O lado ocidental desenvolveu a República Federal Alemã (RFA) coordenada pelo Estados Unidos, França e Inglaterra, que faziam parte do “Aliados”, grupo vencedor da segunda guerra mundial. Era representada pelo sistema capitalista e ficou conhecida com Alemanha Ocidental por localizar-se ao oeste de Berlim. Essa região apresentava cerca de 61 milhões de habitantes, sua área era composta por 248. 577 km² e uma densidade populacional de 245,4hab./km². Com o grande número de pessoas que migravam do lado oriental para o ocidental, do lado socialista os habitantes protestavam contra o governo, exigindo liberdade de expressão, direitos individuais e uma política democrática. Por conta desses fatores negativos iniciou-se as migrações para o lado capitalista em busca de melhores condições de vida, mais de 3 milhões de habitantes mudaram-se para a Berlim ocidental, decorrente dessa situação, no dia 13 de agosto de 1961, as autoridades da União Soviética tomaram a atitude de construir o muro cercando toda a Berlim ocidental. A construção do muro de Berlim teve início pela madrugada, o que surpreendeu os alemães que obrigatoriamente separaram-se de amigos e familiares que habitavam no outro lado do muro.


Imagem 2- Muro de Berlim

O muro de Berlim tinha 155 km de extensão; 3,6m de altura; 300 torres de vigia; 127 redes de cerca elétrica, onde 14 mil soldados patrulhavam o local que tinham a ordem de matar qualquer indivíduo que pretendesse ultrapassar essa barreira. Cerca de 5.075 pessoas conseguiram fugir para a Alemanha Ocidental, houve 3.221 cidadãos presos e centenas de pessoas mortas na tentativa de fuga.


Imagem 3- Estrutura do muro de Berlim

A partir da década de 80, a União Soviética sofreu declínios em seu sistema político-econômico como crises, enfraquecimento do poder central e descontentamento popular, que resultaram no fim da URSS. No dia 9 de novembro de 1989, após 28 de existência, houve a queda do muro de Berlim, parte do muro foi derrubado pelos próprios alemães que estavam eufóricos mediante da reunificação alemã.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Em suma, o muro de Berlim foi o maior símbolo da guerra fria significando o seu fim, além de, representar a decadência do bloco socialista no leste europeu. A queda do muro de Berlim que completou 28 anos em 9 de novembro de 2018 simbolizou o início de uma nova civilização vinculada com o processo de globalização.

REFERÊNCIAS: