sábado, 23 de novembro de 2019
Pós verdade e suas consequências no mundo contemporâneo.
Pós verdade e suas consequências no mundo contemporâneo
Alunos : Aline Santos Freitas
Cibele Santos de Jesus
Daiane Santos de Souza
Daniel Ivan de Araújo Lopes
Marcos Henrique Jesus da Silva
Rony Silva Santos
Prof.Orientador: Yuri Oliveira
Colégio Estadual Professor Edilson Souto Freire
23/11/2019
Resumo
O termo pós verdade é o fenômeno na qual a opinião pública reage mais a apelos emocionais do que a fatos objetivos . Segundo este conceito, a verdade dos fatos é colocada em segundo plano quando uma informação recorre ás crenças e emoções das massas , resultando em opiniões públicas manipuláveis .
A "pós - verdade" , foi eleito a palavra do ano em 2016 pelo dicionário de Oxford , onde foi definida como uma " ideia de que um fato concreto tem menos significância ou influência dos apelos à emoção e as crenças pessoais " . De acordo com o dicionário , o prefixo " pós" transmite a ideia de que a verdade ficou para trás . O fundamento pós-verdade foi retirado do conceito psicológico de viés cognitivo , onde explica a tendência natural do ser humano de julgar fatos com base na sua percepção. Sendo assim, quando essa tendência é explorado pelos meios de comunicação para fins midiáticos , econômicos ou políticos , nasce o fenômeno da pós verdade , no qual as massas "preferem" acreditar em determinadas informações que não foram ditas como verdade.
Pós-verdade e as fake news ( consequências das noticias falsas)
O conceito de pós verdade não se fica confuso com o conceito das noticias falsas ( as fake news) . As fake news , independentemente das suas motivações , são mentiras objetivas , ou seja , informações ilegítimas que não condizem com a realidade , formuladas para induzir uma comoção sobre determinados assuntos . Sendo assim, é perfeitamente possível que as fake news deem origem à pós verdade . Nas eleições americanas de 2016, o candidato Donald Trump disseminou inúmeras informações e estatísticas não fundamentais para fortalecer sua campanha e atingir seus adversários. No mesmo ano, ocorreu o chamado Brexit , um referendo que decidiria se o Reino Unido permaneceria ou não na União Europeia .No decorrer desse processo , a campanha que defendia a saída do bloco , divulgou que permanência na União Europeia custava 470 milhões de dólares por semana ( informações que nunca foram comprovadas como verdadeira ) , afetando negativamente vários setores da economia .
A era da Pós-verdade
Os estudiosos acreditam que estamos vivendo atualmente na " era da pós-verdade" , na qual a verdade dos fatos não é mais prioridade para os meios de comunicação, nem para a sociedade . A "era da pós-verdade", é facilmente percebido na internet , onde as informações são repassadas de forma imediatista para um grande número de receptores , criando assim, em pouco tempo , uma "verdade fabricada" defendida por uma massa de indivíduos que acredita que aquela informação repassada é verdadeira .Os beneficiários da era pós-verdade nem sempre dispõem a fatos pelos quais atacam os seus adversários . Por isso, com frequências recorrem a aspectos secundários , que se transformam em relevantes . Os costumes pessoais , a vestimenta , o penteado , o caráter de uma pessoa em seu entorno particular , adquirem valores cruciais na comunicação pública . Desse modo, a opinião e a subjetividade desses aspectos secundários se apresentam de forma noticiosa e objetiva . E , portanto, relevante.
Palavras chaves : Pós verdade , notícias , internet, fake news .
Introdução
A pós-verdade é uma grande forma de expressão com o principal objetivo de chamar a atenção de um público , sendo atraída por informações visualmente chamativas através das redes sociais , chegando a ter grande impacto no mundo . É por isso que muitos políticos têm utilizado essa técnica com o objetivo de obter apoio entre a população. Um dos recursos mais utilizados são os discursos populistas. Estes são discursos em que as massas são influenciadas com promessas impossíveis. Prometendo políticas “de gente para a gente” e soluções simples para todos os problemas.
Desenvolvimento
A pós-verdade é baseada em dicotomias. “Tudo é preto e branco”, “Se você não é um dos mocinhos, está com os bandidos”. Além disso, a pós-verdade promete um futuro esperançoso. Essas características da pós-verdade irão torná-la atrativa, especialmente para certas pessoas. Especificamente, para as pessoas que se sentem confusas, desorientadas e inseguras.No entanto, embora o uso da Internet tenha aumentado o uso das fake news, ela também nos proporciona recursos para reconhecê-las. Existem páginas especializadas onde estas falsas notícias são descobertas, e guias para saber como distinguir uma notícia falsa de uma real. Algumas dessas dicas são: veja quem é o autor (muitas notícias falsas não incluem o autor), verificar se as mesmas notícias aparecem em diferentes mídias e observe se uma ideologia clara é identificada ou, pelo contrário, apresenta diferentes pontos de vista.
Considerações finais
Como visto, o fenômeno da pós-verdade é extremamente explorado no contexto político, sobretudo em campanhas eleitorais, nas quais é vantajoso para os candidatos divulgarem informações, ainda que falsas, para enaltecer sua imagem ou denegrir o adversário. Nessas situações, a opinião pública se torna ainda mais manipulável diante das inúmeras formas de propaganda eleitoral.
Alunos : Aline Santos Freitas
Cibele Santos de Jesus
Daiane Santos de Souza
Daniel Ivan de Araújo Lopes
Marcos Henrique Jesus da Silva
Rony Silva Santos
Prof.Orientador: Yuri Oliveira
Colégio Estadual Professor Edilson Souto Freire
23/11/2019
Resumo
O termo pós verdade é o fenômeno na qual a opinião pública reage mais a apelos emocionais do que a fatos objetivos . Segundo este conceito, a verdade dos fatos é colocada em segundo plano quando uma informação recorre ás crenças e emoções das massas , resultando em opiniões públicas manipuláveis .
A "pós - verdade" , foi eleito a palavra do ano em 2016 pelo dicionário de Oxford , onde foi definida como uma " ideia de que um fato concreto tem menos significância ou influência dos apelos à emoção e as crenças pessoais " . De acordo com o dicionário , o prefixo " pós" transmite a ideia de que a verdade ficou para trás . O fundamento pós-verdade foi retirado do conceito psicológico de viés cognitivo , onde explica a tendência natural do ser humano de julgar fatos com base na sua percepção. Sendo assim, quando essa tendência é explorado pelos meios de comunicação para fins midiáticos , econômicos ou políticos , nasce o fenômeno da pós verdade , no qual as massas "preferem" acreditar em determinadas informações que não foram ditas como verdade.
Pós-verdade e as fake news ( consequências das noticias falsas)
O conceito de pós verdade não se fica confuso com o conceito das noticias falsas ( as fake news) . As fake news , independentemente das suas motivações , são mentiras objetivas , ou seja , informações ilegítimas que não condizem com a realidade , formuladas para induzir uma comoção sobre determinados assuntos . Sendo assim, é perfeitamente possível que as fake news deem origem à pós verdade . Nas eleições americanas de 2016, o candidato Donald Trump disseminou inúmeras informações e estatísticas não fundamentais para fortalecer sua campanha e atingir seus adversários. No mesmo ano, ocorreu o chamado Brexit , um referendo que decidiria se o Reino Unido permaneceria ou não na União Europeia .No decorrer desse processo , a campanha que defendia a saída do bloco , divulgou que permanência na União Europeia custava 470 milhões de dólares por semana ( informações que nunca foram comprovadas como verdadeira ) , afetando negativamente vários setores da economia .
A era da Pós-verdade
Os estudiosos acreditam que estamos vivendo atualmente na " era da pós-verdade" , na qual a verdade dos fatos não é mais prioridade para os meios de comunicação, nem para a sociedade . A "era da pós-verdade", é facilmente percebido na internet , onde as informações são repassadas de forma imediatista para um grande número de receptores , criando assim, em pouco tempo , uma "verdade fabricada" defendida por uma massa de indivíduos que acredita que aquela informação repassada é verdadeira .Os beneficiários da era pós-verdade nem sempre dispõem a fatos pelos quais atacam os seus adversários . Por isso, com frequências recorrem a aspectos secundários , que se transformam em relevantes . Os costumes pessoais , a vestimenta , o penteado , o caráter de uma pessoa em seu entorno particular , adquirem valores cruciais na comunicação pública . Desse modo, a opinião e a subjetividade desses aspectos secundários se apresentam de forma noticiosa e objetiva . E , portanto, relevante.
Palavras chaves : Pós verdade , notícias , internet, fake news .
Introdução
A pós-verdade é uma grande forma de expressão com o principal objetivo de chamar a atenção de um público , sendo atraída por informações visualmente chamativas através das redes sociais , chegando a ter grande impacto no mundo . É por isso que muitos políticos têm utilizado essa técnica com o objetivo de obter apoio entre a população. Um dos recursos mais utilizados são os discursos populistas. Estes são discursos em que as massas são influenciadas com promessas impossíveis. Prometendo políticas “de gente para a gente” e soluções simples para todos os problemas.
Desenvolvimento
A pós-verdade é baseada em dicotomias. “Tudo é preto e branco”, “Se você não é um dos mocinhos, está com os bandidos”. Além disso, a pós-verdade promete um futuro esperançoso. Essas características da pós-verdade irão torná-la atrativa, especialmente para certas pessoas. Especificamente, para as pessoas que se sentem confusas, desorientadas e inseguras.No entanto, embora o uso da Internet tenha aumentado o uso das fake news, ela também nos proporciona recursos para reconhecê-las. Existem páginas especializadas onde estas falsas notícias são descobertas, e guias para saber como distinguir uma notícia falsa de uma real. Algumas dessas dicas são: veja quem é o autor (muitas notícias falsas não incluem o autor), verificar se as mesmas notícias aparecem em diferentes mídias e observe se uma ideologia clara é identificada ou, pelo contrário, apresenta diferentes pontos de vista.
Considerações finais
Como visto, o fenômeno da pós-verdade é extremamente explorado no contexto político, sobretudo em campanhas eleitorais, nas quais é vantajoso para os candidatos divulgarem informações, ainda que falsas, para enaltecer sua imagem ou denegrir o adversário. Nessas situações, a opinião pública se torna ainda mais manipulável diante das inúmeras formas de propaganda eleitoral.
Assim, é comum que informações potencialmente falsas relacionadas ao tema se estabeleçam e se propaguem na sociedade como se fossem verdade, ainda que de forma passageira, tendo em vista que os beneficiados, muitas vezes, só precisam sustentá-las até o dia da eleição.
Logo, quando se trata de política, o senso crítico (capacidade de questionar e analisar informações de maneira objetiva) é ainda mais importante.
A disputa comercial entre China e o Estados Unidos
A disputa comercial
entre China e os Estados Unidos
Carlos Eduardo
Henrique Guilherme
Juan Trindade
Luany Victória
Mayane Santos
Yuri Oliveira
RESUMO
Este artigo tem como objetivo a discussão sobre a disputa de poder comercial entre a China e os Estados Unidos, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, fez o primeiro anúncio de tarifas impostas sobre produtos chineses. Sendo feitas algumas tentativas de acordo, mas os rompimentos de tréguas com novos anúncios e ameaças de retaliações frustraram expectativas de solução. Recentemente, o comércio entre os dois países também passa por um grande desiquilíbrio. A globalização serve como uma importante justificativa para mudanças na política econômica e comercial dos EUA em relação à China.
Palavras-chaves: poder comercial, disputa, produtos chineses, economia.
INTRODUÇÃO
A escalada comercial entre os EUA e a China de um lado e as negociações que, mesmo enfraquecidas continuam, de outro, percorrem caminhos paralelos desde que há duas semanas as negociações, onde pareciam destinadas em direção a um acordo, começaram a colapsar. Trump acabou colocando em vigor o aumento que eleva de 10 a 25% as tarifas sobre os 200 bilhões de dólares de produtos chineses importados pelos Estados Unidos. É uma medida com a qual ele já havia ameaçado, mas que tinha deixado em suspenso após seu encontro com Xi Jinping na Argentina no contexto da última cúpula do G-20 em novembro de 2018. Trump agora ameaça impor o restante 300 bilhões de dólares de importações de origem chinesa com o que, se cumpridas, tarifariam o total de compras originadas no gigante asiático. Por sua vez, a China respondeu anunciando que aumentará as taxações vigentes de 10% para 20 ou 25% sobre produtos importados dos Estados Unidos no valor de 60 bilhões de dólares, que cobrem uma ampla gama, de alimentos a joias. No campo das tarifas comerciais, a China tem um poder de fogo significativamente menor porque suas importações dos Estados Unidos são muito menores do que suas exportações.
DESENVOLVIMENTO
Em 1785, um navio
mercante vindo de Guangzhou, na China, atolou na costa de Baltimore, nos
Estados Unidos. Três marinheiros chineses desembarcaram e desapareceram,
possivelmente foram mortos. Em 1821, um navio que percorria o sentido
contrário, vindo de Baltimore e ancorado em Guangzhou, provocou um incidente
diplomático: as autoridades chinesas interromperam qualquer comércio com
americanos até que fosse apresentado o culpado por assassinar uma vendedora
chinesa que circulava entre as embarcações. Foi preciso que um membro da
tripulação, um italiano chamado Francesco Terranova, fosse executado, para que
o intercâmbio pudesse ser retomado. Em 1885, um grupo de moradores de
Rock Springs, no estado de Wyoming, atacou mineradores chineses que viviam na
região. Morreram 28 pessoas. A ação desencadeou, em dezenas de cidades, uma
onda de agressões contra chineses que, desde 1849, com o início da febre do
ouro na Califórnia, vinham desembarcando nos Estados Unidos até o fim da década
de 1850, mais de 100 mil moradores do país asiático se mudariam para o oeste
americano. Em 1905, os comerciantes e moradores de Xangai e Pequim iniciaram um
boicote contra todo tipo de produto americano, alegando que eles feriam a
autonomia dos chineses. Em 1922, o mesmo espírito nacionalista desencadeou um
ataque em massa contra centros missionários ocidentais, a maioria deles
fundados por religiosos americanos, que tinham começado a chegar ao país
asiático quase um século antes, a partir de 1830. Essas histórias exemplificam
o quanto a relação entre Estados Unidos e China é tensa, desde que tiveram
início os primeiros contatos, na década de 1780. A atual guerra de tarifas,
iniciada em 2018 e agravada nas últimas semanas, é apenas mais um momento de
uma longa história de disputas por espaço. Os desentendimentos se explicam pela
trajetória das duas nações: foi num momento de decadência da China que os
Estados Unidos se impuseram como superpotência.
Mas os chineses
ainda não podem ser considerados uma superpotência porque sua influência
diplomática, militar e cultural fora da Ásia é relativamente pequena. O
investimento vai fortalecer a influência da China, mas sua força militar ainda
não é comparável à americana. Apesar de ter multiplicado o investimento na
área, o país ainda tem poucos postos de apoio no exterior. Enquanto isso, os
Estados Unidos sustentam 800 bases em 70 diferentes países e dispõem de
orçamento de US$ 598 bilhões para as Forças Armadas, contra US$ 176 bilhões dos
chineses.
Em 2017, as
exportações dos EUA para China contabilizavam apenas US$ 130,37 bilhões de
dólares, enquanto as importações de produtos chineses somavam US$ 505,6
bilhões, causando um deficit de US$ 375,23 bilhões para os EUA, o que desagradou profundamente
Trump e líderes do governo. A taxa de crescimento potencial dos EUA caiu
substancialmente no século 21 após um declínio gradual nas décadas anteriores.
A queda na taxa de crescimento econômico dos EUA veio acompanhada de aumento de
desigualdade, conflitos étnicos, problemas migratórios e recessão estrutural
nos chamados “cinturões da ferrugem”. O governo dos EUA está sob pressão para
adotar medidas para reverter essa tendência de enfraquecimento do crescimento
econômico. Como a desaceleração do crescimento estadunidense ocorreu em um
período onde houve aumento da globalização e cada vez mais dependência
econômica com outros países, particularmente com a China, fatores externos
podem ser comumente vistos como as principais causas desses problemas. Junto
com o rápido crescimento econômico da China (e de outros países emergentes), a
globalização serve como uma importante justificativa para mudanças na política
econômica e comercial dos EUA em relação à China.
Não somente, os
EUA têm amplas críticas ao sistema econômico chinês e considera suas práticas
desleais à competitividade internacional, argumentando que a China não respeita
as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), danificando o sistema
global de comércio e o prejudicando o crescimento de novas indústrias nos EUA e
na Europa. O cenário institucional específico da economia chinesa pode ser
facilmente interpretado como um dos principais fatores que causam o
desequilíbrio comercial e outros problemas enfrentados pela economia dos EUA. A
China tem como exemplo uma politica industrial adotada que é criticada é o
projeto Made in China 2025, que promoveria o desenvolvimento da indústria de
alta tecnologia chinesa e restringindo investimento direto de empresas
estrangeiras e suas tecnologias, serviços e produtos, segundo o governo dos
EUA. Na visão americana o objetivo chinês é retirar de cena os “líderes
industriais globais”, particularmente as empresas americanas. Dessa forma a
China poderia alcançar a dominância do mercado global. Em janeiro de 2016, em
uma reunião com o conselho editorial do jornal The New York Times, Trump
afirmou que taxaria as importações chinesas para os EUA em 45 por cento. Após ser eleito, fez a
promessa em colocar os Estados Unidos em primeiro lugar e renegociar acordos
bilaterais de comércio justos que tragam empregos e a indústria de volta para a
América, se mostrando particularmente preocupado com as relações econômicas
entre China e Estados Unidos. Porém, além de não implementar essas medidas
imediatamente após assumir a presidência, a liberação de relatórios em 2017 por
parte do escritório do representante de comércio dos Estados Unidos, relatando
uma “nova abordagem” para a política de comércio estadunidense, sinalizou uma
mudança na direção da política comercial dos Estados Unidos, colocando a China
como o alvo mais importante. O presidente chinês realizou uma visita ao
presidente americano Trump no início de 2017, e foi anunciado o início de um período de negociações que
duraria 100 dias sob uma nova plataforma de diálogo, com o objetivo de reduzir
o desequilíbrio do comércio bilateral. Esse período de diálogos marcou um
momento de estabilidade e cooperação entre os países.
Em 22 de março de 2018, Trump assinou um memorando
anunciando os resultados da investigação da Seção 301 sobre a China e
instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) a aplicar
tarifas de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Em um comunicado oficial, o presidente afirmou que as tarifas
eram “uma resposta às práticas comerciais desleais da China ao longo dos anos”,
incluindo o roubo de propriedade intelectual norte-americana. Em 2 de abril, o
Ministério do Comércio da China, em retaliação, impôs tarifas sobre 128
produtos norte-americanos, incluindo sucatas de alumínio, aviões, automóveis,
produtos suínos e soja (com tarifas de 25 por cento), além de frutas, nozes e
tubos de aço (de 15 por cento) no valor total de US$ 3 bilhões.
O presidente americano negou que a disputa fosse uma
guerra comercial, sendo que o próprio
declarou em uma das suas redes sociais em abril de 2018 que “a guerra foi
perdida há muitos anos pelas pessoas tolas ou incompetentes que representavam
os EUA”, acrescentando que “agora temos um deficit
comercial de US$ 500 bilhões por ano, com roubo de propriedade intelectual de
outros US$ 300 bilhões. Não podemos deixar isso continuar.”O secretário de
Comércio dos EUA, Wilbur Ross, declarou que as tarifas chinesas planejadas
representavam apenas 0,3 por cento do produto interno bruto norte-americano.
O final de 2018 e início de 2019 foi marcado por progresso
nas negociações. Em dezembro Xi Jinping e Trump anunciam que engajarão em
negociações intensivas por 90 dias. Em fevereiro Trump divulga que o aumento de
tarifas seria suspendido devido a evoluções nas negociações. Porém em maio de
2019 a administração Trump anunciou formalmente sua intenção de aumentar as
tarifas em US$ 200 bilhões de importações chinesas de 10% para 25% a partir de
10 de maio. Anteriormente, a Reuters tinha informado que a China recuou em quase
todos os aspectos de um possível pacto comercial em negociação entre EUA e
China. Após o aumento das tarifas de importação de 10% para 25%, autorizado por
Trump, sobre os produtos chineses, em maio de 2019, os próprios americanos
observaram que as tarifas maiores aumentaram o custo de vida nos EUA devido à
alta demanda dos produtos provenientes da China. Ratificando essa consequência,
a multinacional americana Walmart afirmou que essas novas tarifas de importação
levariam a preços mais altos em uma ampla variedade de bens de consumo. Grupos
de comércio varejista alertam que preços mais altos serão a norma, já que a
China forneceu cerca de 41% de todo o vestuário, 72% de todo calçado e 84% de
todos os artigos de viagem importados para os Estados Unidos em 2017.
As
tarifas de Trump também sobrecarregam os produtores americanos, aumentando o
custo de insumos e suprimentos da China. A maior parte da importação dos EUA em
relação à China é originada dos bens intermediários e equipamentos de capital,
tais produtos são primordiais para fábricas e oficinas americanas. Sendo assim,
a elevação dos custos desses suprimentos acaba prejudicando a competitividade
das próprias empresas americanas, reduzindo as vendas tanto no mercado interno
como externo. Nesse sentido, além desses desdobramentos para os
americanos, a Guerra Comercial também gerou algumas consequências para a China.
Considerando as ambições chinesas, principalmente em relação à sua expansão
global, com a “Belt and Road Initiative”, as restrições orçamentárias da China
como resultado da Guerra Comercial podem forçar os líderes chineses a repensar
se os projetos de cinturão e estradas estão indo além do projeto original.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com a guerra comercial entre China e EUA, acabou
ocasionando o aumento de impostos em produtos transportados para os EUA,
aumentando o custo de vida tanto para os americanos, quanto para os chineses. A
guerra também gerou algumas consequências para a China. Considerando as
ambições chinesas, principalmente em relação à sua expansão global, com a “Belt
and Road Initiative”,e afetando também a multinacional chinesa, a Huawei. Uma
das estratégias americanas na Guerra Comercial foi justamente decisão tomada
por Trump em relação à inclusão da Huawei na lista de empresas proibidas de
comprar de fornecedores americanos.
REFERÊNCIAS
CORDEIRO, Tiago. A longa história por trás da guerra
comercial entre Estados Unidos e China. Disponível em: <https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/a-longa-historia-por-tras-da-guerra-comercial-entre-estados-unidos-e-china/ > Acesso em: 19 outubro de
2019.
CAUTI, Carlo.
Entenda a guerra comercial entre EUA – China em 5 pontos. Disponível em:
<
https://www.sunoresearch.com.br/noticias/entenda-guerra-comercial-eua-china-brasil/> Acesso em: 18 outubro de 2019.
TREVIZAN, Karina. Guerra comercial: entenda as tensões
entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial. Disponível em: <https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/08/16/guerra-comercial-entenda-a-piora-das-tensoes-entre-china-e-eua-e-as-incertezas-para-a-economia-mundial.ghtml> Acesso em: 19 outubro de
2019.
SEM AUTOR. Disputa comercial entre China e Estados Unidos
em 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Disputa_comercial_entre_China_e_Estados_Unidos_em_2018 > Acesso em: 20 outubro de
2019.
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Daniel Ivan
de Araújo Lopes¹; Iago da Silva Braga¹; Pedro Henrique Nascimento¹
¹ Estudante do ensino médio,
Ensino estadual baiano, CEPESF.
RESUMO
Este artigo é uma produção desenvolvida
para a terceira unidade do terceiro ano do ensino médio. Todos os dados aqui
apresentados foram buscados em artigos disponíveis na internet e seus
respectivos endereços estão nas referências bibliográficas. O intuito desse
trabalho é acima de todos o de criar uma visão mais apurada das simples ações
do cotidiano, como o ato de lavar louça utilizando sabão caseiro produzido com
óleo reutilizado. Os dados que estão em “métodos e matérias” foram colhidos em
um encontro no dia 31 de agosto de 2019 e nele algumas mulheres da região
metropolitana de Salvador produziram sabões para que os alunos do Colégio
Estadual Edilson Souto Freie pudessem coletar informações para este e para que também
pudessem fazer uso do mesmo no seu cotidiano.
1. INTRODUÇÂO
Diariamente utilizamos sabões para a
higienização do nosso corpo, roupas, utensílios etc. Desse modo, faz-se
necessária a compreensão do que vem a ser o mesmo. O que fez com que as pessoas
passassem a utilizar esse produto, qual foi o contexto e como se deu? Como
funciona efetivamente o sabão a nível de reações químicas? Somente o que faz
muita espuma é o melhor? E como se é possível produzir barras de sabão? Essas
serão as perguntas das quais a resposta estará no decorrer deste.
Uma antiga lenda romana pode ter a chave
para a explicação do que foi o primeiro contato do homem com um detergente como
meio de higienização. Diz-se que em um lugar denominado Monte Sapo, onde
aconteciam sacrifícios de animais em pilhas crematórias, teve origem o sabão.
Após chuvas o sebo derretido misturado as cinzas da cremação eram levadas até
as margens do Rio Tigre, onde mulheres iam para lavar suas roupas. Ocorreu que
essas mulheres acabaram percebendo que o barro das margens, que por sua vez era
uma espécie de sabão grosseiro, acabava por limpar mais facilmente as roupas,
as deixando mais limpas.
Por
sua vez, existem outras explicações, como a de que o sabão foi descoberto ainda
na pré-história, quando o homem após ter começado a dominar o fogo e usado para
assar a carne, percebeu que a mistura de gordura, que no ato de assar
consequentemente caia nas cinzas, quando era molhada pela água da chuva
produzia um coalho branco. Ocasionalmente um desses ancestrais pode ter
utilizado para estancar alguma ferida e percebeu que a mesma tinha propriedades
medicinais. Ademais, Gaius Plinius Secundus, em seu livro 18, intitulado
“História Natural”, relatou que cerca de 600 anos a.C., os fenícios possuíam
uma técnica de produção de um material pastoso parecido com sabão obtido da
fervura da gordura de cabra com água e cinza de madeira e utilizavam a mesma
para limpar o corpo. Ele chega a relatar que o médio Galena (130-200 d.C.),
utilizava um produto semelhante como medicamento para a remoção de sujeira
corporal e tecidos mortos da pele.
Desse
modo, qual é o processo que químico que está relacionado com essas ocorrências?
Os triglicerídeos que compõem os óleos e as gorduras são formados por duas
estruturas básicas: uma base de glicerol e um radical de ácido graxo. Ácidos
graxos são moléculas longas, sempre tendo mais de 12 carbonos. Outro reagem
nessa reação é a soda caustica. Para que isso ocorra precisamos de um meio
bastante alcalino.
2. DESENVOLTIMENTO
A
primeira coisa que acontece para a saponificação é a dissolução iônica da soda
caustica na água que se separa nos íons sódio mais (Na+) e hidroxila
menos (-OH). Em seguida, ao adicionar os triglicerídeos os mesmos
sofrem hidrólise e separa-se nos radicais de ácidos graxos a na base de
glicerina. Pelo fato de o oxigênio ter saído de uma ligação covalente com o
carbono, ele fica com sete elétrons ao invés dos oito que necessita e está com
carga negativa. A necessidade de um elétron e de carga estabilizar sua carga
faz com que ele atraia o íon Na+, que por sua vez possui carga
positiva e precisa de fazer uma ligação. O radical do ácido graxo de junta com
o cátion de sódio e forma um sal de ácido orgânico, o sabão. Enquanto isso, os
carbonos da base de glicerol e os íons hidroxila menos também precisam de um
elétron e acabam formando uma ligação covalente restaurando o álcool
glicerol. Dessa forma, temos o resultado
dos produtos: três sais de ácido graxo e uma molécula de glicerol.
Para
fabricar o sabão são necessários os seguintes ingredientes: 500ml de água, 250g
de soda cáustica, 1L de óleo de cozinha que seja remanescente de frituras e
tenha sido coado, detergente, sabão em pó, uma ripa para mexer a mistura e sal
cáustico. Coloque a soda cáustica e acrescente água quente em um recipiente
(antes de começar a ferver, desligue a água e já coloque junto com a soda) e
depois mexa com uma ripa a mistura levemente mantendo uma distância segura até
que toda a soda derreta. Em seguida acrescente o óleo de cozinha usado, já
coado e continue mexendo por cerca de meia hora até que fique bem homogêneo e
um caldo mais grosso. Ingrediente adicional: detergente e sabão em pó para
deixar um aroma mais agradável. Coloque os ingredientes adicionais quando a
mistura tiver um pouco mais homogênea. Após isso forre a forma com um pedaço de
sacola plástica para facilitar na retirada do sabão após sua solidificação, que
dura cerca de um dia.
Percebe-se
nesse ato a presença de algo muito importante para as sociedades atualmente.
Uma política muito pertinente se mostra, a política dos 5R’s, que visa a
reutilização, o reaproveitamento, reciclar, repensar e o recusar de práticas
insustentáveis. Quando reutilizamos o óleo de fritura estamos fazendo de
algo já usado algo novo e útil, e o simples fato de pensar uma nova forma de
utilizar sabão sem que haja muita agressão ao meio ambiente exigiu um repensar.
Quando nos recusamos a jogar o óleo das frituras na pia e os armazenamos
em garrafas PET, também se está praticando a política dos 5R’s e não deixa de
ser uma reciclagem por conta da utilização de garrafas plásticas que
viriam ser descartadas. Quando deixamos de comprar produtos de limpeza reduzimos
não só o gasto, mas também a utilização de embalagens.
3. CONCLUÃO
Não existe formas fáceis de se fazer
coisas grandes acontecerem. O planeta terra em toda a sua extensão é quase
inimaginável, mas mesmo assim está sendo completamente atingido por conta de
ações antrópicas irresponsáveis e impensadas. Os seguintes séculos serão de
grande miséria e desigualdade caso as ações humanas não deixem de ser de cunho
egoísta e passem a ser totalmente repensadas para que o planeta venha se
restabelecer. No entanto, para que isso ocorra os governos precisam parar de
procurar por formas capitalistas de se alcançar resultados plausíveis. Assim
como disse o falecido economista, Eduardo Campos, na seguinte frase:
“O conceito de sustentabilidade não é
ter uma caixinha no Governo que cuide de sustentabilidade. É ter sustentabilidade
em tudo o que o Governo faz.” (Eduardo Campos)
Indubitavelmente
os governos precisam pensar no amanhã e no hoje como algo único. Não possuímos
exemplos na história de algo tão grande como o que está acontecendo agora e o
que está por vir caso os danos ao planeta não sejam drasticamente reduzidos no
menor espaço de tempo é sem escala. Talvez não consigamos fazer da terra um
planeta tão biologicamente diversificado e habitável quanto era antes dos danos
causados, mas é possível que com o tempo o próprio planeta em toda a sua
maestria que se eleva a sinfônica, passa a se reerguer.
Mas o simples
ato de fazer sabão caseiro pode contribuir para a retomada do equilíbrio que
foi perdido ao longo do tempo. No entanto, precisa-se fazer muito mais para que
consigamos ver resultados. Repense no máximo suas ações diárias e faça do seu
lar um lugar mais agradável.
4. REFENRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Teles
Moozer Souza de Oliveira. Investigando as condições de produção de sabão a
partir de óleo usado em uma associação de mulheres da expansão do setor “o” da
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Disponível em: http://bdm.unb.br/bitstream/10483/1730/1/2011_TelesMoozerSouzadeOliveira.pdf
Fulminato de Prata. Como Fazer
Sabão – Reação de Saponificação. Vídeo do YouTube de 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uLp7Uyc1H6I
Paula Louredo. Educação
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Canal do Educador. Disponível em:
https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/educacao-ambiental-os-5-rs.htm
sábado, 24 de agosto de 2019
Berlim- A divisão da Alemanha
Berlim- A divisão da Alemanha
Daiane
Santos de Souza¹
Evelyn
Carolyne Cavalcante Oliveira
Fernanda
Souza dos Santos
Marcos
Henrique Jesus da Silva
Rony
Silva Santos
Yasmin
dos Santos Sacramento
Wagner
Aragão²
Yuri
Oliveira
RESUMO
Este artigo
tem como objetivo a discussão sobre as consequências do mundo bipolarizado, os
dois maiores blocos político-econômicos causaram uma série de mudanças no
cenário mundial. A guerra fria foi marcada por disputas indiretas entre os
blocos capitalista e socialista, que após o fim da segunda guerra mundial
tornaram-se áreas de influências na Alemanha, causadora da segunda guerra mundial.
O muro de Berlim foi o maior símbolo da guerra fria, essa barreira física
dividiu a cidade, assim como o mundo, em distintas ideologias econômicas e
políticas.
Palavras-chaves: político-econômicos,
disputas, guerra fria, muro, áreas de influência.
Abstract: This article aims to discuss the consequences of the bipolar world, the two largest political-economic blocs caused a series of changes in the world scenario. The cold war was marked by indirect disputes between the capitalist and socialist blocs, which after the end of World War II became areas of influence in Germany, which caused World War II. The Berlin Wall was the greatest symbol of the Cold War, this physical barrier dividing the city, as well as the world, into distinct economic and political ideologies.
Keywords: political-economic, disputes, cold war, wall, areas of influence.
INTRODUÇÃO
Berlim,
capital da Alemanha, a maior cidade do país. Segundo uma análise feita pelo
Escritório Federal de Estatísticas Alemã em 2017, esse território possui 3,7
milhões de habitantes. Situada no continente Europeu, a cidade de Berlim
apresenta uma posição de sétima colocada em maior contingente populacional
urbano da União Europeia. Sua localização está em latitude de 52°31”27’ norte e
longitude de 13°24”37’ leste, o fuso horário de Berlim, assim como em toda
Alemanha, corresponde ao meridiano +1 de Greenwich. A capital alemã dispõe de
uma área de 891,82 km, sua densidade populacional corresponde a 4.152hab./km². Berlim dispõe de uma baixa
altitude, com amplas planícies. Uma vez que, sua vegetação é composta por
arbustos e herbáceas (plantas de pequeno porte que crescem horizontalmente
devido ao seu caule flexível) que resultante da sua topografia vivem em áreas
alagadas. Como consequência do solo arenoso predominante nessa região, são
encontradas diversas espécies de pinheiros e coníferas que fazem parte da subdivisão
do reino plantae: gimnospermas. O rio Elba passa próximo ao território de
Berlim e deságua no Mar do Norte, em virtude de localizar-se distante do mar, a
cidade apresenta uma baixa amplitude térmica. Berlim detém um equilíbrio por
não haver excesso de umidade, nem ao menos possuir a falta dela. De modo que,
esse fator contribui para seu clima temperado/mesotérmico, com chuvas
distribuídas ao longo do ano, e possível observação de todas as estações
(sazonalidade). Essa região no nordeste da Alemanha possui cerca de 20 mil
espécies de animais selvagens, nos parques da cidade é constante a presença de
castores, guaxinins, javalis e raposas que são vistas atravessando as avenidas
de Berlim.
DESENVOLVIMENTO
Em 1945, com o fim da segunda guerra mundial e
a vitória dos Aliados, as duas superpotências mundiais, Estados Unidos e União
Soviética, respectivamente, capitalista e socialista, determinaram quais
territórios estariam sob seus controles. A Europa foi dividida em zonas de
influência político-econômicas, de maneira que, ao oeste do continente Europeu
o domínio estaria sob controle dos norte-americanos, e as áreas ao leste
estaria administrada pela União Soviética, essa divisão do território Europeu
denominou-se cortina de ferro. Devido a derrota da Alemanha nazista, houve uma
conferência para organizar o território alemão, na chamada conferência de
Potsdam, foi criado o Plano Marshall onde seria oferecido auxílio econômico aos
seus aliados no oeste Europeu para a reconstrução dos países destruídos pela
segunda guerra mundial, regiões como França, Reino Unido e Inglaterra foram os
mais beneficiados com a ajuda econômica que esse plano os ofereciam, o que expandiu
a influência capitalista sobre a região do oeste europeu. Como resposta a esse plano
para impedir seu avanço, a União Soviética juntamente com seus países-membros criaram
a Comecon (Conselho para Assistência Econômica Mútua) que servia para instalar a
economia socialista na Europa oriental, ajudando os países no pós-guerra. Posteriormente
a Conferência de Potsdam, em 1946, o primeiro ministro inglês da época Winston
Churchill declarou em seu discurso sobre o predomínio soviético na Europa
oriental:
[...] Caiu sobre o continente europeu uma
cortina de ferro. Atrás desta linha estão todas as capitais dos antigos Estados
da Europa Central: Varsóvia; Berlim; Praga; Viena; Budapeste; Belgrado;
Bucareste e Sófia. Essas famosas cidades e suas populações estão sob o que devo
chamar de ‘esfera soviética’[...] (CHURCHILL, Winston, 5 de maio 1946. Núcleo
de Estudos Contemporâneos, Universidade Federal Fluminense).
Ademais, na conferência decidiram os custos que
a Alemanha iria pagar pelas atitudes realizadas durante o período da guerra.
Durante a guerra fria, as diferenças políticas e ideológicas entre os dois
blocos econômicos sucederam rivalidades entre ambos, apesar das tensões durante
esse período não houve um conflito direto entre as duas superpotências em
virtude da quantidade de armamentos nucleares que os dois países possuíam, caso
fosse iniciada uma guerra, certamente causaria a extinção da humanidade. Sem o
confronto diretamente, os Estados Unidos e a União Soviética alimentavam
diversos conflitos em outros países, como a guerra no Vietnã que se estima em
3,8 milhões de mortos. Nessa época, foi criado a OTAN (Organização do Tratado
do Atlântico Norte) pelo EUA juntamente com seus aliados que manteria a
segurança militar entre os países capitalistas caso fosse iniciada uma guerra,
por sua vez, a União Soviética em conjunto com os países do bloco socialista
elabora o Pacto de Varsóvia para os assegurar militarmente. A Alemanha culpada
pelo acontecimento da segunda guerra mundial, perde autoridade sobre o seu
território, sendo dividido em zonas de ocupação entre os países vencedores da
guerra, do lado ocidental era comandada pelos países capitalistas, Inglaterra,
França e EUA baseado nas propriedades privadas e economia de mercado, e do lado
oriental pela URSS socialista fundamentada na igualdade social. Berlim, a
capital alemã, localizava-se no lado pertencente a União Soviética e dividiu-se
em quatro regiões de administração.
Na parte ocidental estava o Estados Unidos,
França e Inglaterra pertinentes ao bloco capitalista, na outra parte de Berlim,
o lado oriental pertencia ao bloco socialista administrado pela União Soviética.
Em 1948, no “bloqueio de Berlim” os soviéticos fecharam todas as estradas que
levavam suprimentos da parte ocidental da Alemanha para a capital, a intenção
era criar uma crise de abastecimento na Berlim ocidental para os
norte-americanos cederem o auxílio econômico dado pelo plano Marshall, mas o
Estados Unidos rejeitou o bloqueio terrestre iniciando a entrega dos suprimentos
pelo transporte aéreo. Mediante dessa situação nenhum dos países demostravam interesse
em iniciar um conflito devido ao estrago que essa batalha poderia causar em
razão dos armamentos nucleares que ambos possuíam, uma vez que, nessa época acontecia
a corrida armamentista, onde as duas nações, EUA e URSS, disputavam
indiretamente quem havia mais armamentos (como bombas nucleares e mísseis lançados
a longa distâncias para destruir territórios inimigos) e desenvolvimento tecnológico
espacial, os soviéticos saíram adiantados na corrida espacial ao lançar o
primeiro satélite artificial na órbita da terra, por sua vez, os estadunidenses
enviaram o primeiro homem à lua, o momento foi transmitido ao vivo mundialmente
para os canais de televisão. Logo após um determinado período, os soviéticos reabrem
as vias de acesso à Berlim ocidental e declaram-se independentes com a criação
da República Democrática Alemã (RDA) que era dirigida pela União Soviética, e possuía
um regime socialista. Foi denominada de Alemanha Oriental por estar situada no
lado oeste da cidade de Berlim, detendo 18 milhões de cidadãos, sua expansão
territorial é de 108.333 km² e uma densidade demográfica de 169,7 hab./km2². O
lado ocidental desenvolveu a República Federal Alemã (RFA) coordenada pelo
Estados Unidos, França e Inglaterra, que faziam parte do “Aliados”, grupo
vencedor da segunda guerra mundial. Era representada pelo sistema capitalista e
ficou conhecida com Alemanha Ocidental por localizar-se ao oeste de Berlim.
Essa região apresentava cerca de 61 milhões de habitantes, sua área era
composta por 248. 577 km² e uma densidade populacional de 245,4hab./km². Com o
grande número de pessoas que migravam do lado oriental para o ocidental, do
lado socialista os habitantes protestavam contra o governo, exigindo liberdade
de expressão, direitos individuais e uma política democrática. Por conta desses
fatores negativos iniciou-se as migrações para o lado capitalista em busca de
melhores condições de vida, mais de 3 milhões de habitantes mudaram-se para a
Berlim ocidental, decorrente dessa situação, no dia 13 de agosto de 1961, as
autoridades da União Soviética tomaram a atitude de construir o muro cercando
toda a Berlim ocidental. A construção do muro de Berlim teve início pela
madrugada, o que surpreendeu os alemães que obrigatoriamente separaram-se de
amigos e familiares que habitavam no outro lado do muro.
O muro de Berlim tinha 155 km de extensão; 3,6m
de altura; 300 torres de vigia; 127 redes de cerca elétrica, onde 14 mil soldados
patrulhavam o local que tinham a ordem de matar qualquer indivíduo que pretendesse
ultrapassar essa barreira. Cerca de 5.075 pessoas conseguiram fugir para a Alemanha
Ocidental, houve 3.221 cidadãos presos e centenas de pessoas mortas na
tentativa de fuga.
A partir da década de 80, a União Soviética
sofreu declínios em seu sistema político-econômico como crises, enfraquecimento
do poder central e descontentamento popular, que resultaram no fim da URSS. No
dia 9 de novembro de 1989, após 28 de existência, houve a queda do muro de
Berlim, parte do muro foi derrubado pelos próprios alemães que estavam eufóricos
mediante da reunificação alemã.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Em
suma, o muro de Berlim foi o maior símbolo da guerra fria significando o seu
fim, além de, representar a decadência do bloco socialista no leste europeu. A
queda do muro de Berlim que completou 28 anos em 9 de novembro de 2018
simbolizou o início de uma nova civilização vinculada com o processo de globalização.
REFERÊNCIAS:
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